CONCEITO
No limiar do tercério milénio pareceu evidente juntar numa mesma entidade os mais lindos litorais do planeta e mais particularmente as baías que constituem um traço de união simbólico entre o oceano e o continente.A baía pela sua configuração em arco esquematiza o confronto desses dois universos.
Esse limite subtil favorece mais do que em qualquer outra parte os confrontos e os intercâmbios naturais.
Com efeito, a baía, quase sempre acompanhada por ilhotes e ilhas com seu próprio valor místico, soube desenvolver ao longo da história uma geografia, uma fisiologia, uma hidrologia e uma biologia muito ricas em termos de fauna e flora.
Nas nossas sociedades cada vez mais perturbadas, o homem, cada vez mais estressado pelo ritmo de vida desenfreaso, precisa de ir à procura das suas origen e procura então inconscientemente as manifestações tangíveis do que constitui para ele os valores fundamentais e o que é que é mais emocionante que o espectáculo do mar matriz fonte da vida, mar mãe das nossas origens.
Contemplá-lo é a melhor maneira de compreender o valor e a fragilidade da vida. Só que esse espectáculo não deve ser estragado e o meio ambiente não deve ficar marcado pelos estigmatas de um mundo moderno mal governado. Daí a ambiguidade que são as baías, que atraem como um íman os seres humanos e que rejeitam ao mesmo tempo uma invasão permanente.
Como conciliar então o atraimento e a valorização desses sítios frágeis já que sabemos que uma frequentação demasiado forte ou uma urbanização turística mal concebida levará a médio prazo a uma destruturação do local e portanto ao desinteresse do público.







