CONCEITO

President - Jérôme BIGNONNo limiar do tercério milénio pareceu evidente juntar numa mesma entidade os mais lindos  litorais do planeta e mais particularmente as baías que constituem um traço de união simbólico entre o oceano e o continente.
A baía pela sua configuração em arco esquematiza  o confronto desses dois universos.

Esse limite subtil favorece mais do que em qualquer outra parte os confrontos e os intercâmbios naturais.

Com efeito, a baía, quase sempre acompanhada por ilhotes e  ilhas  com seu próprio valor místico,  soube desenvolver ao longo da história uma geografia, uma fisiologia, uma hidrologia e uma biologia muito ricas em termos de fauna e flora.

Nas nossas sociedades cada vez mais perturbadas,   o homem, cada vez mais estressado  pelo ritmo de vida desenfreaso, precisa  de ir à procura das suas origen e procura então inconscientemente as manifestações tangíveis do que constitui para ele os valores fundamentais e o que é que é  mais emocionante  que o espectáculo do mar matriz fonte da vida,  mar mãe das nossas origens.

Contemplá-lo é a melhor maneira de compreender o valor e a fragilidade da vida. Só que esse espectáculo não deve ser estragado e o meio ambiente não deve ficar marcado pelos estigmatas de um mundo moderno mal governado. Daí a ambiguidade que são as baías, que atraem como um íman os seres humanos e que rejeitam ao mesmo tempo uma invasão permanente.

Como conciliar então o atraimento e a valorização desses sítios frágeis já que sabemos que uma frequentação demasiado forte ou uma urbanização turística mal concebida levará a médio prazo a uma destruturação do local e portanto ao desinteresse  do público.

 
 

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